jeudi 24 avril 2008

à mes amis.

gostaria de redigir-te com olhos ágeis, postura firme, de quem enfrenta as queimaduras e encara as cinzas solares. ânimo não te oferto, como tanto te estimula. apenas a mansidão e passividade dos fatos que rasgam ares ao alvo: eu.
sinto cólicas. esse hino é dor... ai que se desfez, nunca amor!
prega tarjas em minhas nervuras,
é crer demais em mim?

sinto tremores minados, campos vastos. inimigo persistente.
perseguição é a neurose que me assola. bem sabes das conjugações táteis, verdades.

onde?aucune suggestion

direito de defesa negado

engolir seco:

sincronia do abraçar as mãos, devolver à sonoridade do soprano seu espaço, desvirtuar a fraqueza dos injustos [penúreis valores], captar o exato instante do ar preso nos pulmões; fumaça.

não que culpada em pleno, mas vítima em pedaços;
fumaça.

serrados dentes, presas soltas, cardíacos voluntários.
tocante defesa, inútil culpabilidade.
me oferece um whisky?
fumaça.

sossego.
-


faz-se mister me alquebrar em gotas sobrepujadas no teu leito.

mardi 1 avril 2008

tudo carece de uma imagem..

uma garganta que engole travessias,
necessita do movimento que a inspira.

mardi 4 mars 2008

gotas

essa mania de guardar fósforos riscados dentro da caixinha...

Fios nos olhos, fios de estrada.

Lembro-me bem do dia em que me fascinei pelas calotas viajantes.
Vem outro e me pergunta que vício é este.
Responde-se em mim. Parte contida pela quantidade de transtornos
mecânicos vivenciais.

Interronpido o "se", queria deitar aqui.

mercredi 13 février 2008

plus

descobri que para os lençóis é preciso dobrar.
e no ato, seu prefixo detém o prazer.
que a memória mesquinha,
à prestações fornece indefinidos
seres com apenas um querer.


um gato mia com manha sem mesmo um porquê.
e eu, dando-me conta dos atos involuntários,
esqueço por frações do meu eu histórico.
bem sei que é neles onde significo liga, gosma, plasma.
qualquer coisa que necessite de um antigripal, ou mesmo,
que ascenda a luz do abajur.


nascer sob o sol.
cólicas enumeradas à cada treze minutos, horas, dias, meses...

maxi.
olhos ocupados, apressados, transtornados, preciso sair daqui.
qual genitor destes passos arrastados em adjetivos?
segredos cadeados no ar que não respirei.

lundi 21 janvier 2008

boîte

Que lua fosca!
Reclamou você às nuvens.

Quanto mais perto de seus sentidos, mais tonalidades violeta
Observava no equilíbrio certo de suas mãos.
A sincronia perfeita residia naqueles movimentos...
Tão ternos!

E travestida nas sombras, seus cabelos denunciavam o nu evidente de suas coxas.

jeudi 10 janvier 2008

Dissimuladamente clara

Algumas notas arranhadas de abandono.
É bem o que parece.
Um oco amador das extremidades que não me possuem.
Um mentol nos lábios queimados de sol.


Quis! Quis sim! Tanto que te quis validar cristais fosforescentes.

Finjo que finjo entender.
Finjo que escrevo que finjo de fingir forjar o altar.
Não entendo.

Gostaria poder-te contar do que escrevo.
Gostaria de ser-lhe clara.
E na minha alvez fazer-te entender tudo o que só sei lamentar.


Nos meus sorrisos falsos de uma falsa danação,
Encontram-se o desprazer seguido de seu soar primário.
E é bem de lá trás que guardo comigo vasos bordô com frases clichê acompanhadas pelo talvez.

lundi 7 janvier 2008

entre eu e você

Ministrar a greve. o silêncio. a coesão.
circular pelo universo esférico e sufocador das linhas,
das fibras. Vermelhas, rastejantes.

grandes grilhões.